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COSMOS, a partir de Witold Gombrowicz

Uma aldeia. Sob o sol negro de um verão asfixiante, dois jovens (Witold e Fuchs) caminham, quando se deparam com um pardal enforcado no meio de uma mata, hospedam-se na primeira casa que encontram, uma pequena pensão de família. A criada (Catherette) abre-lhes a porta, tem uma boca estranha, reptilínea, a dona da pensão (Bouboule), rotunda e de pernas curtas, mostra-lhes o quarto, em cima de uma das camas está a sua filha (Léna) deitada, não exactamente como conviria. Ao jantar conhecem o resto da família, o pai e o marido de Léna (Léon e Lucien). Léon tem uma cabeça de gnomo e entrega-se a estranhos prazeres solitários entre os quais um neologizar constante; Lucien é um arquitecto asseado e honesto, defensor de uma organização racional da sociedade e do mundo.

É neste ambiente insólito, rodeados de tédio e entregues ao calor que Witold e Fuchs se acham subitamente protagonistas de um romance policial. A realidade organiza-se ante os seus olhos num conjunto de sinais-inequívocos-de-uma-anormalidade que os ultrapassa e que eles teimam em resolver.


Texto original: Witold Gombrowicz

Encenação: Cristina Carvalhal

Adaptação Dramatúrgica (a partir da tradução de Luíza Neto Jorge): Cristina Carvalhal

Elenco: Albano Jerónimo (Witold), André Levy (Léon Wojtis), Bruno Simões (Fuchs), Cucha Carvalheiro (Bouboule Wojtis), Luís Gaspar (Lucien), Manuela Couto (Catherette Wojtis), Sandra Faleiro (Léna Wojtis)

Direcção Plástica: Ana Limpinho, Maria João Castelo

Música: Sérgio Delgado

Desenho de luz: João Paulo Xavier

Apoio ao movimento: Jens Altheimer

Fotografia: Carmo Sousa, Luís Vasco

Grafismo: Pedro Serpa

Assessoria de Imprensa: Rui Calapez

Operação Técnica: José Diogo, Nelson Malcata

Assistência de Produção: Catarina Mascarenhas

Produção: Mafalda Gouveia


 Local: Teatro A Comuna, Lisboa

Datas: 2005/03/10 a 2005/04/17