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Elizabeth Costello

“Sou escritora. Talvez não me conheçam aqui, mas escrevo, ou escrevi, sob o nome de Elizabeth Costello.” Elizabeth está no limiar da “grande porta”, quer passar “para o que vem depois”, mas terá de enfrentar primeiro um tribunal que parece saído de Kafka – um tribunal do paradoxo.

Alguém chamou a Elizabeth Costello (2003), de John Maxwell Coetzee, Prémio Nobel da Literatura, um “romance disfarçado de digressões”, querendo com isto dizer que estamos perante uma obra inclassificável, que desafia as fronteiras do ensaio e da ficção.

Cristina Carvalhal desvia-a para cena, ela que tem vindo a adaptar e encenar textos que não foram escritos para teatro, como Cândido de Voltaire, Cosmos de Witold Gombrowicz ou A Erva Vermelha de Boris Vian.

Agora num palco perto de nós, Elizabeth, aquela que se apresenta como uma “negociante de ficções” ou “secretária do invisível”, confronta-nos com as suas crenças e discute com outras personagens “ideias polémicas”, como a essência de Deus e o silêncio dos animais, o Holocausto nazi e o vegetarianismo, o amor e o mal. “Acredita na vida?”, pergunta-lhe um juiz no tribunal. “Acredito em tudo o que não se dá ao trabalho de acreditar em mim”, responde Elizabeth Costello.




Direcção: Cristina Carvalhal

Texto: J.M. Coetzee

Tradução: Maria João Delgado

Dramaturgia: Alexandre Andrade e Cristina Carvalhal

Interpretação: Bernardo Almeida, Cucha Carvalheiro, Luís Gaspar, Manuela Couto, Rita Calçada Bastos e Sílvia Filipe

Cenários e figurinos: Ana Limpinho

Luz: José Álvaro Correia

Som: Sérgio Delgado

Assessoria Imprensa: Rita Tomás

Co-produção: Causas Comuns, Culturgest e Teatro Nacional São João




 

Lisboa – Culturgest: 13 a 16 Dezembro 2017

Porto – Teatro Nacional S. João: 11 a 21 Janeiro 2018

Vila Real – 17 Fevereiro 2018





“‘I am a writer’, she says. ‘You have probably not heard of me here, but I write, or have written, under the name Elizabeth Costello.’” Elizabeth stands “[a]t the Gate”; she wants to pass “to what comes next”, but first she will have to face a Kafka-like court – a court of paradox.

Elizabeth Costello (2003), by Literature Nobel Prize laureate John Maxwell Coetzee, was once described as a “novel under the guise of digressions”, which is to say that this is an unclassifiable work that challenges the boundaries between essay and fiction.

Cristina Carvalhal brings it to the stage, as part of a career adapting and staging texts that were not written for the theatre, such as Voltaire’s Candide, Witold Gombrowicz’s Cosmos or Boris Vian’s L’Herbe rouge. Now on a stage near us, Elizabeth, who styles herself a “trader of fictions” or a “secretary of the invisible”, confronts us with her beliefs and discusses with other characters such “polemical notions” as the essence of God and the silence of the animals, the Nazi Holocaust and vegetarianism, love and evil. In court, one judge asks her: “Do you believe in life?” “I believe in what does not bother to believe in me”, replies Elizabeth Costello.




Direction: Cristina Carvalhal

Text: J.M. Coetzee

Translation: Maria João Delgado (Leya)

Dramaturgy: Alexandre Andrade, Cristina Carvalhal

Stage and Artistic Direction: Cristina Carvalhal

Set Design and Costumes: Ana Limpinho

Lighting Design: José Álvaro Correia

Sound Design: Sérgio Delgado

Press: Rita Tomás

Production: Bruno Reis

Cast: Bernardo de Almeida, Cucha Carvalheiro, Luís Gaspar, Rita Calçada Bastos, Sílvia Filipe

Co-production: Causas Comuns, Culturgest, TNSJ